A AbbottWMM anunciou esta semana uma novidade que vai ajudá-lo a manter a motivação em alta nesta fase de pandemia. É a Abbott World Marathon Majors Global Marathon, uma maratona virtual que vai reunir corredores do mundo inteiro e ainda dar a possibilidade para que participantes com 40 anos ou mais disputem uma vaga para o Age Group World Championships de 2022 (2ª edição do Campeonato Mundial de faixa etária*), com data e sede ainda indefinidas. Serão 100 vagas.
Os inscritos terão 2 dias (48 horas) para cumprir a distância da maratona, de 0h00 do dia 1º de maio de 2021 a 23h59 do dia 2 de maio de 2021 (horário GMT = + 3h no horário de Brasília). As inscrições vão até 19 de março. Aqueles que desejam participar podem optar por 2 tipos de inscrições:
Inscrição Premium Valor: US$ 50
– medalha de finisher – boné de finisher – bib number especial enviado pelo correio – participação no ranking da Abbott – Digital badge – Os melhores do ranking com 40 anos ou mais podem receber um convite para o Age Group World Championships de 2022
Condições para participar Corredores que desejam participar precisam abrir uma conta no site da AbbottWMM, se inscrever na corrida (Standard ou Premium) e seguir as seguintes condições para ter a atividade validada: – Correr ou caminhar um total de 26,2 milhas (42.195 metros) entre 0h00 do dia 1º de maio de 2021 e 23h59 do dia 2 de maio de 2021 ((horário GMT = + 3h no horário de Brasília). – A distância da maratona deve ser completada em apenas uma corrida ou caminhada, de forma contínua e ao ar livre (não serão aceitas atividades em esteira nem pausas no GPS durante a atividade). – O dispositivo utilizado deverá estar sincronizado com a conta Global Run Club antes de completar a distância. – A atividade deverá ser carregada no perfil até 23h59 de segunda-feira, 3 de maio de 2021 (horário GMT = + 3h no horário de Brasília). – Percursos em descida constante não serão validados. – Para percursos em circuito, as voltas devem ter mais de 0,5 milha (800 metros).
Condições para disputar uma vaga para o Mundial Além das condições acima, para ser elegível para o Age Group World Championships de 2022, que distribuirá 100 vagas para os melhores na faixa etária, os corredores precisam cumprir os seguintes requisitos: – Ter 40 anos ou mais no dia da corrida (1º de maio). – A faixa etária considerada para o ranking será a do dia da corrida (1º de maio), diferentemente da classificação de provas presencias**, que é baseada na idade no dia 31 de dezembro de 2021. – Os corredores devem completar a maratona usando um dispositivo que mostre o tempo de corrida e o perfil no dispositivo deverá estar definido como “público”. – Os participantes devem ter um perfil Abbott World Marathon Majors (linkar para https://www.worldmarathonmajors.com) para ser elegível para um convite de Campeonato Mundial. – Os corredores com melhor desempenho nas faixas etárias poderão ser contatados para que forneçam provas adicionais do desempenho, como o arquivo GPX ou uma prova de performance numa maratona presencial com padrão semelhante realizada a partir de 1º de janeiro de 2019. – Os vencedores serão notificados diretamente pelos organizadores. – Aqueles que receberem o convite de qualificação terão que arcar com o custo da inscrição e também com qualquer outro custo da viagem. ________________________________________ Notas: * A 1ª edição do Age Group World Championships, que estava marcada para abril de 2020, junto com a Maratona de Londres, acontecerá no dia 3 de outubro, na celebração dos 40 anos da prova. ** O calendário das maratonas presenciais que pontuam para o Ranking do Mundial de 2022 tem duração de um ano e começou a contar a partir de 1º de janeiro de 2021. Clique aqui (linkar para https://url.gratis/kbaRM) para conferir a listagem das maratonas válidas para pontuação.
Sou analista de perfil comportamental e como boa “dominante”, logo após uma decisão, já planejo várias ações como “o que fazer para alcançar o quanto antes minhas metas”. Era sedentária até 2013. Até então já tinha tentando correr algumas vezes, mas nada consistente. Em 2014, numa viagem a trabalho para a Disney, vi meu chefe correr o Desafio do Dunga. Sem correr nem 5 km, quis fazer o Desafio. O primeiro ponto foi garantir a inscrição no site (março de 2014). Já estava conseguindo correr 10 km. Depois de inscrita, sabia que tinha que aumentar minhas distâncias. Treinava no parque da cidade e conheci um grupo de corrida, a KMC, que me deu um ciclo social e apoio para correr. Passei literalmente a fazer todas as corridas de final de semana. Depois de duas meias no Rio, uma em julho e outra em agosto, em setembro, corri mais uma meia, em Punta del Este, onde fiz meu melhor tempo (sub 2h). Uma semana depois viajei para a Europa e coloquei Rock’n’ Roll Marathon de Lisboa como meta. Antes da prova, estava na Dinamarca visitando um amigo. Saí para correr enquanto ele trabalhava e fiz um longão sem perceber. Eu me perdi e, quando consegui voltar para casa, já tinha corrido 36 km. Em Lisboa, fiz uma corrida mental e uma coisa que sempre me ajudou: me diverti tirando fotos e filmando ao longo da corrida. Meu lema em 2014 era “work hard, play hard”. A partir daí, se o dinheiro cabia na parcela, eu ia. E depois ganhava mais dinheiro e gastava com viagens de corrida. Hoje tenho uma mentalidade diferente.
MAJORS BRAZIL: Você fez sua primeira Major em 2016 em Berlim e dali em diante foi numa sequência curta entre elas, já emendando Chicago e Nova York em 2016 e Tóquio, Boston e Londres em 2017. Ou seja, em 7 meses já havia completado as 6 Majors. Como foi conciliar tantas provas e viagens em tão curto espaço de tempo?
Eu dei o comando que ia dar certo. Afinal, não ia gastar o dinheirão todo com a viagem e voltar sem a medalha. Sempre fui muito disciplinada quando determinava a fazer algo. Tanto que 2014 e 2015 corri quase todas as provas de rua em Brasília. Mas uma coisa que fazia era cumprir o treino e ainda fazia crossfit, que me deu um excelente condicionamento físico. Eu não fazia muitas coisas além de correr, treinar, trabalhar e viajar. Era legal, mas comecei a perceber que era disfuncional. Eu buscava aprovação das pessoas para me sentir importante. Corri a primeira Major em 2016. E dei tantos “tiros” para fazer as Majors que todas acabaram saindo de uma vez.
MAJORS BRAZIL: Falando um pouco de Boston, você foi por agência e não por índice. Foi algo que aceitou “para você mesma” logo de cara? Ou seja, se quisesse incluir a legendária Boston no seu currículo, teria que recorrer a agência ou mesmo caridade? Muitos corredores não aceitam Boston sem índice. Sofreu algum preconceito por isso?
Em abril de 2014, época da maratona, fui para Boston para visitar uma amiga, que morava a uma quadra da largada da prova. Foi um ano depois do atentado. Senti aquela energia e por um instante quis estar ali correndo. O clima “Boston Strong” era de arrepiar. Foi ali que decidi que queria, mas nem sabia como. Nossa mente pode ser nossa maior força ou nosso maior sabotador. Naquele momento eu poderia escolher esquecer da sensação e me manter na ideia de que Boston não era para mim. Afinal, só os corredores mais rápidos estão ali. Que ousadia a minha querer! Mas ao longo do processo fui correndo e angariando experiências. Maratona para mim é oportunidade de autoconhecimento, superação, mas antes de tudo diversão, troca de culturas, sorrisos e energia. Para alcançar algo, temos que abrir leque de possibilidades para descobrirmos em qual nos encaixamos. Em todas as Majors, existem esse leque: índice para a prova, sorteio, agência credenciada ou caridade.
Aprendi que preconceito vem da nossa cabeça, por uma idéia coletiva que nos é imposta. Sabendo que havia preconceito entre os corredores mais rápidos, pensava: “Quais são as minhas possibilidades para realizar essa prova, já que ela faz parte da jornada que terei que percorrer para a medalha maior?” Foi assim que conheci a Kamel em 2014. Mandei um e-mail e esperei. Entrei na fila e, mesmo pagando, sabia que seria difícil uma vaga. Mas sabia também que por índice não iria, pois nunca tive biotipo “padrão” e também não estava disposta a ficar treinando muito mais por tempo. A corrida era meu lazer, não minha profissão. Vi muita gente se lesionando por querer ir muito além com o corpo. Eu ia “devagar e sempre”. Só fui ter acesso à vaga em 2017, e foi fantástico para mim. Mentalizei já concluindo as 6 Majors. Nunca fui sortuda, nunca fui rápida, mas sempre acreditei que de alguma forma eu poderia ser uma “Six Star”.
MAJORS BRAZIL: Além da dificuldade de conseguir uma vaga para Boston, para completar as Majors, teve que correr atrás de uma inscrição para Londres, que você foi por caridade. Como foi o processo?
A maior dificuldade foi realmente Londres. Entrei no site de todas as empresas de caridade e me inscrevi em 2016. Próximo ao meu aniversário de 2017, tive a notícia da desistência de um voluntário por lesão. Tomei um susto com o valor, que era em libras, mas resolvi seguir adiante. Na época, eu tinha vergonha do dinheiro que ganhava em relação às pessoas de meu convívio e de usufruir disso. Então não sofri muito em doar. A parte financeira estava controlada. Paguei tudo do meu bolso. Fiz a dobradinha famosa: na segunda-feira Boston e, no domingo da mesma semana, Londres. Já entrei em contato com a empresa da WMM para sinalizar que seria minha última prova. E vou contar um segredo: como queria tirar a foto com todas as medalhas, corri a maratona com as cinco no meu corpo. Conheci outros voluntários e foi uma experiência incrível. Conhecer a causa pela qual você corre é de arrepiar… te da um gás. Algumas coisas não têm preço. Quando completei as Majors em Londres, um amigo me alertou: “Você faz parte das poucas mulheres com esse feito”. Sabe qual era meu defeito? Eu não celebrava essas conquistas. Quando vejo lá em casa as medalhas, as fotos, percebo que fui forjada ao longo dessa linha azul das maratonas.
MAJORS BRAZIL: Como descreveria hoje cada uma das Majors que participou?
Cada prova tem sua beleza. Berlim por toda a história cultural e por ser uma prova plana. Chicago foi um prova bem funcional, com clima ameno e todas as atrações na cidade, como teatros e o Bean, aquele “grande olho”. Nova York é uma prova mais clichê, com largada perto da estátua da liberdade. Corri na época das eleições americanas e havia várias plaquinhas com trocadilhos da população ao longo do caminho. Passamos por tantos bairros e culturas variadas. Tóquio é algo totalmente diferente e acredito que essa foi essencial ir com a Kamel. Numa terra em que não entendo nada do que dizem, o sorriso das famílias batendo em nossa mão enquanto corremos não tem preço. Japão é um país de cultura, educação e história incríveis. Amei correr e viajar para lá. Boston tem essa elitização dos corredores mais rápidos, mas fiquei bem longe dos últimos. As provas nos EUA são grandiosas. Gosto muito da forma prática deles ao lidar com tudo. E, claro, o clima de nacionalismo na cidade é incrível! Tive oportunidade de correr a edição comemorativa de 50 anos da participação feminina na prova e ainda sair na capa da revista da corrida. Foi dupla honra. Sempre que viajo gosto de correr com a bandeira do Brasil. Amo honrar nosso país. Londres também foi muito especial. Correr pelos monumentos, tirar fotos, fazer farra com o pessoal e receber a grande mandala.
MAJORS BRAZIL: Como estão seus treinos atualmente? Tinha alguma prova para 2020 que teve que ser adiada? Como foi treinar na pandemia para você?
Minha última maratona foi em 2018. Decidi gerenciar melhor o tempo com os vários cursos que estava fazendo. Então não tinha nenhuma prova agendada. Mas fiquei muito agoniada com a pandemia e comi muito. Acredito que a maioria dos corredores identifica vícios que foram substituídos pela corrida. Se você não lida com eles, eles voltam. Precisei trazer um momento de compreensão de meus sentimentos. Só fui ter coragem de voltar a treinar em setembro. Engatei um programa de treinos, nutrição e acompanhamento médico (estava obesa e com vergonha de mim ao mesmo tempo me cobrava muito). Decidi colocar em prática uma frase do Artur Ashe: “Comece onde está, use o que você tem e faça o que puder”. Agora reforcei que a equação da saúde é treino constante e companhia que agrega nos resultados que você quer alcançar.
MAJORS BRAZIL: O que espera para 2021? Já tem alguma prova programada?
Logo após concluir as Majors já tracei a nova meta: uma longa distância em cada continente. Em 2018, foi no Egito, fazendo 4 voltas de 10 km em Luxor na Sexta-feira Santa deles, em janeiro. Falta Oceania e Antártida. A próxima tão logo eu possa tirar férias (sou servidora pública e acabei de assumir carreira militar) , a rota será a Maratona de Sidney, na Austrália, talvez em julho de 2022. Como estive parada das corridas, até chegando a ficar sedentária, neste ano de 2021 retomarei as corridas de longa distância. Lembrei da sensação de liberdade e quantas idéias me vêm ao longo da jornada.
MAJORS BRAZIL: Um aprendizado que gostaria de passar adiante? Para quem quer correr as Majors, saiba: eu também sou uma pessoa comum como a maioria, ordinária como você, mas decidi pagar o preço da disciplina, o preço do sucesso. Você também pode ir além e se desafiar. Procure mentores, peça ajuda e persevere. Seu destino também é o sucesso.
Para quem quer correr a 43ª edição da Maratona de Chicago, marcada para o dia 10 de outubro de 2021, e ainda não tem inscrição, é hora de começar a se movimentar para garantir uma vaga. Os organizadores vão abrir mais uma janela de inscrição, dessa vez para quem não estava inscrito em 2020, que vai do dia 12 de janeiro até 18 de fevereiro. Serão cinco semanas para você tentar a sorte na loteria ou pleitear sua inscrição garantida (por índice técnico de faixa etária ou 5 participações ou mais na prova em 10 anos corridos).
Índice por faixa etária Se você atender aos padrões de qualificação por faixa etária descritos na tabela abaixo, poderá pleitear uma vaga para a Maratona de Chicago 2021. Para se inscrever, é preciso comprovar tempo numa maratona oficial realizada a partir de 1º de janeiro de 2019. Serão consideradas maratonas com percursos certificados pela World Athletics ou pela confederação de atletismo do país. Após a conclusão do processo, que pode levar até 10 dias úteis, os corredores receberão e-mail sobre o status de aprovação. Para se inscrever, é preciso cartão de crédito internacional. A taxa de inscrição será debitada quando a inscrição for aprovada. Caso não seja aprovada, o corredor passa automaticamente a concorrer por uma vaga por sorteio.
Faixa etária
Homens
Mulheres
19-29
03:05:00
03:35:00
30-39
03:10:00
03:40:00
40-49
03:20:00
03:50:00
50-59
03:35:00
04:20:00
60-69
04:00:00
05:00:00
70-79
04:30:00
05:55:00
80 ou +
05:25:00
06:10:00
Loteria
Os candidatos serão notificados por e-mail sobre o status da inscrição em março. Para se inscrever, é preciso cartão de crédito internacional. A taxa de inscrição será debitada automaticamente se o corredor for contemplado.
Legacy Finisher Se você terminou a Maratona de Chicago cinco ou mais vezes nos últimos 10 anos (entre 2011 e 2019), pode garantir sua vaga para 2021 como um “legacy finisher”. Para se inscrever, é preciso cartão de crédito internacional. A taxa de inscrição será debitada automaticamente quando sua inscrição for aprovada.
NÃO CONSEGUI A VAGA. E AGORA? Se você não faz parte do grupo que pode pleitear uma inscrição garantida e também não teve sorte na Loteria, não se preocupe. Você ainda pode conseguir sua vaga por meio de duas formas: por Operadores Internacionais ou por Caridade.
Operadores internacionais Essa é a forma mais fácil de conseguir uma inscrição. Os operadores internacionais de cada país credenciados pela organização têm o direito de vender inscrição garantida para a prova vinculada a pacotes turísticos. Para isso, você precisa fazer ao menos o pacote terrestre com a agência credenciada, com uma quantidade mínima de diária de hotel, e/ou passagem aérea. Isso varia de agência para agência. É uma boa opção principalmente para quem vai viajar sozinho, para quem tem dificuldade para se comunicar em inglês ou mesmo para quem quer viajar em grupo e conhecer corredores de outras partes do país.
Caridade Outra forma de conseguir inscrição é por meio da Caridade. A janela para esse processo de inscrição está aberta desde 19 de novembro de 2020 e vai até setembro de 2021. O corredor que quiser obter uma inscrição garantida deverá arrecadar fundos em nome de uma instituição que faça parte do programa oficial de caridade da Maratona de Chicago. As inscrições são limitadas e estão disponíveis por ordem de chegada. O valor a ser arrecadado varia de instituição para instituição (no mínimo, US$ 1.250 + valor da inscrição). Clique aqui para ver a lista das instituições. https://events.hakuapp.com/events/693fc72f56d76066d987/charity_partners
INSCRITOS EM 2020 Uma janela de inscrição já foi aberta no final de 2020 para corredores oficialmente inscritos em 2020, ano em que a prova foi cancelada por conta da pandemia. Os corredores puderam optar por uma inscrição para 2021, 2022 ou 2023. Aqueles que não reivindicaram a inscrição para 2021 até 15 de dezembro não poderão mais repassar a vaga para 2021. As inscrições serão automaticamente adiadas para 2022 ou 2023.
percorridos, muitas histórias você terá para lembrar e tenho certeza que irá valer muito à pena.
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